A orixe galega do portugués

A obra Assim nasceu uma língua, de Fernando Venâncio, recoñece por fin a orixe galega da lingua portuguesa. O seu título lembra outra obra, Assim nasceu Portugal, de Domingos Amaral, na que o reino medieval de Galicia recibía un tratamento axeitado, acorde coa realidade histórica da época.

Assim nasceu uma língua. Assi naceu ũa lingua. Sobre as origens do português (2019) do alentexano Fernando Venâncio (Mértola, 1944), profesor da Universidade de Ámsterdam, é un libro de 310 páxinas no que o autor critica severamente nel a maior parte dos lingüistas compatriotas seus por ignoraren a lingua galega na formación da portuguesa ou por manteren con ela unha actitude despectiva (rústica, atrasada…).

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Descoberto o mais antigo texto escrito em galego-português

Na segunda metade do século XII, em pleno reinado de D. Afonso Henriques, dois irmãos, Gomes Pais e Ramiro Pais, presumíveis fidalgos da região de Braga, assinaram entre eles um pacto de não agressão. Não seria nada de estranho, na época, entre parentes com propriedades contíguas, mas o documento que formaliza este acordo, conservado na Torre do Tombo, em Lisboa, apresenta uma característica invulgar: não está redigido em latim. José António Souto, professor de História da Língua na Universidade de Santiago de Compostela, acredita que se trata do mais antigo documento escrito em galego-português até hoje identificado.

O investigador galego, que ontem apresentou a sua descoberta na Universidade do Minho, em Braga, durante uma Jornada de Edição de Textos Medievais, não foi o primeiro a dar notícia da existência deste pergaminho. Mas ninguém até agora atendera à sua peculiar configuração linguística. E se se aceitar o conjunto de deduções que levou Souto a fazer remontar o documento, que não está datado, a um ano anterior a 1175, parece não haver dúvida de que este trivial protocolo de família tem direito a ostentar o título que o professor de Compostela lhe pretende conferir.

Uma professora da Universidade Clássica de Lisboa, Ana Maria Martins, já publicara vários textos da segunda metade do século XII alegadamente redigidos em galego-português. Mas o mais antigo dataria justamente de 1175 e há quem defenda que, dada a sua reduzida dimensão, é impossível demonstrar que não está escrito em latim.

Souto utiliza, de resto, com alguma relutância a designação de galego-português, argumentando que se o termo tem a vantagem de deixar claro que as actuais regiões de Portugal e da Galiza utilizavam um só idioma, pode também sugerir, erradamente, que se trata de uma língua que não é exactamente o português. Um escrúpulo revelador da sua costela “lusista”, que na Galiza designa não apenas os que se interessam pela cultura portuguesa, mas, mais especificamente, os que contestam a norma oficial do galego, contaminada de castelhano, e defendem que esta devia aproximar-se do português actual.

FONTE: Público.pt

Descoberto o mais antigo texto escrito em galego-português

Na segunda metade do século XII, em pleno reinado de D. Afonso Henriques, dois irmãos, Gomes Pais e Ramiro Pais, presumíveis fidalgos da região de Braga, assinaram entre eles um pacto de não agressão. Não seria nada de estranho, na época, entre parentes com propriedades contíguas, mas o documento que formaliza este acordo, conservado na Torre do Tombo, em Lisboa, apresenta uma característica invulgar: não está redigido em latim. José António Souto, professor de História da Língua na Universidade de Santiago de Compostela, acredita que se trata do mais antigo documento escrito em galego-português até hoje identificado.

Para saber máis: Publico.pt

Lanzan en Brasil un dicionario co vocabulario do galego-portugués usado na Idade Media

O “Vocabulario do Portugués Medieval“. Así se chama unha listaxe en dous volumes con preto de 170.000 palabras que eran usadas nos actuais territorios de Portugal e Galicia na Idade Media que acaba de ser lanzado en Río de Janeiro tras 35 anos de investigación.
O vocabulario, no que a cada palabra en desuso está vinculada ao seu correspondente na actualidade, foi elaborado a partir de documentos datados en Portugal e en Galicia entre os séculos XIII e XV, segundo o Ministerio de Cultura.

Os 10 pontos sobre a língua galega para ler antes de morrer

1.- Língua galega é o nome histórico da língua portuguesa, como a língua castelhana é o nome histórico da língua espanhola.

2.- A língua portuguesa nasceu na Galiza. O povo galego espalhou a sua língua polo atual território de Portugal onde era falado outro romance, o moçárabe, que desapareceu.

3.- A escrita do português padrom está baseada nas falas medievais de Compostela, verdadeira capital histórica da língua comum da Galiza, Portugal e o Brasil.

4.- A escrita do português é, em numerosas ocasions, mais próxima das falas galegas do que das lisboetas ou cariocas.

5.- Os principais gramáticos galegos (Carvalho Caleiro), portugueses (Lidley Cintra) e brasileiros (Celso Cunha) sempre defendêrom que galego e português eram variedades do mesmo idioma. Vultos da cultura galega (Castelao), portuguesa (Rodrigues Lapa) e brasileira (Azevedo Filho) também.

6.- A língua galega é a quinta língua mais falada do planeta, com 250 milhons de falantes, e a terceira mais falada no mundo ocidental. Aliás, é a língua mais falada do hemisfério sul.

7.- O galego é a língua romance mais espalhada da Terra. Galego e inglês som as únicas línguas presentes nos 5 continentes.

8.- O galego é língua oficial na UE, no Mercosul, na OEA e na Uniom Africana.

9.- A maior cidade do continente americano, São Paulo, fala galego.

10.- Nengum governo galego usou estes dados para travar e/ou inverter a dramática queda de falantes de galego na Galiza.

…Talvez seja feito no futuro, mas o problema que sempre tem o futuro é que continua virando presente o tempo todo.

POR DIEGO BERNAL

PARA SABER MÁIS: A NOSSA LÍNGUA È INTERNACIONAL